O jornal sensacionalista "Blick", da Suíça, já alertou: além do futebol, a seleção brasileira também está disputando o jogo da sedução. As torcedoras ficam doidas e tentam de qualquer forma ficar atraentes para os pentacampeões. Os exemplares abaixo à direita, por exemplo, conseguiram autógrafos em suas roupas na famosa escapadinha dos brasileiros após a goleada sobre o time de Lucerna. Quais dessas torcedoras ofereceriam o maior perigo para os jogadores da seleção?
A febre brasileira é tamanha na cidadezinha suíça de Weggis, mas há sempre os do contra. Pois por lá apareceu um sósia do argentino Maradona, que chegou a dar autógrafos e atrair os cinegrafistas. Outra provocação foi da população local, com um cartaz desejando um final entre a seleção local e os pentacampões: "Nos vemos na final".
Além da pouca estatura e a cabeça rapada, outra característica aproxima o lateral Roberto Carlos do personagem Minime, coadjuvante de vilão dos filmes de Austin Powers. Os dois não podem ver uma barra de saia que perdem o controle. As folgas da seleção comprovam o assanhamento do jogador.
Antes de completar seu bolão da Copa, é sempre bom consultar os astros, os búzios ou o que seja. O jornal argentino "Olé" entrevistou Jorge Prado, auto-proclamado "técnico em astrologia científica", que apontou que os platinos chegarão entre os quatro primeiro do Mundial. Só não previu se serão campeões. Segundo a publicação esportiva, Prado está com 100% de acerto até agora e estampou a seguinte manchete para a entrevista: "Como Riquelme, Tevez e Messi, os planetas jogarão pela Argentina". Já o chefe vodu Togbui Assiogbo Gnagblondjro 3º afirmou que os espíritos vão fazer o Togo sair vencedor na Alemanha (será que ele se confundiu e, na verdade, previu uma vitória, só que no concurso de miss Copa, vencido por uma togolesa?) Os videntes brasileiros se dividiram sobre o destino da seleção canarinho. Robério de Ogum foi pessimista. Já Mãe Dinah pressentiu que vem aí o hexa. Para ler a reportagem sobre o bolão dos gurus clique aqui.
O zagueiro búlgaro Trifon Ivanov entrou para a história das Copas pelo quarto lugar no Mundial de 1994. Jogou também o de 1998, quando seu país foi eliminado na primeira fase. Mas ele é principalmente celebrado como o jogador mais feio a atuar em uma Copa. Não bastasse o olhar de peixe morto, o nariz torto e a boca esquisita, Ivanov também portava um horrível mullet (aquele cabelinho comprido na nuca na moda nos anos 80). A barba cerrada também não ajudava. Mas você pode conferir que, mesmo sem ela, ele é sofrível. Com um curativo no nariz então, a imagem de horror fica perfeita. Em uma votação em site inglês, Ivanov bateu feiosos de peso como o colombiano Valderrama, o brasileiro Sócrates, o alemão Breitner e o holandês Reiziger. Para completar, Ivanov fazia juz a cara de mal e gostava de entrar de sola e dar carrinho nos rivais. É só conferir nas fotos abaixo a ferocidade de Ivanov. Agora, para escolher o mais feio da Copa de 2006 você pode votar aqui, o argentino Tevez é favorito. Também pode votar no mais bonito clicando aqui.
Símbolo do zôo de Barcelona (Espanha), o gorila albino Copito de Nieve guarda uma mórbida semelhança com o goleiro alemão Oliver Kahn. Pelo menos no tom de cabelo e no olhar 43.
A togolesa Edwige Madze Badakcu, 24, venceu as outras 31 concorrentes e foi eleita a miss Copa do Mundo 2006. Ela é a que está à esquerda, na primeira foto, e no centro, na segunda. Ao lado dela, as primeiras entre as últimas: a miss Espanha (à esquerda) e a miss Equador (à direita).
A Alemanha também será sede do tal concurso Miss WM, e as representantes com seleções classificadas para o Mundial de futebol fizeram um ensaio especial com as camisetas das equipes. Quem você queria que vencesse?
Quanta injustiça no mundo... Uns com tanto sem precisar fazer maior esforço, outros com nada mesmo armando os maiores esquemas. As diferenças são nítidas na Copa também.
Por exemplo: como vemos acima, Ronaldinho Gaúcho não precisa fazer absolutamente nada para ser alvo de um empolgado assédio de uma fã empolgadíssima em pleno treino. Um típico caso de "quem pode, pode". Em contrapartida...
O paraguaio Roberto Acuña é o caso de "quem não pode, se sacode" da semana. Uma fotógrafa de um jornal sueco acusou o jogador de pedir para que um funcionário da Fifa a convidasse para passar a noite fazendo companhia (para ele, Acuña, não para o funcionário).
A notícia saiu no tal jornal sueco dando nome para todos os envolvidos. Pelo que a referida senhorita relatou, nem com um "representante oficial" fazendo a ponte deu para o Acuña convencê-la a ir "conhecer melhor" um legítimo camisa 10 (tudo bem que do Paraguai...).
Pelo desfecho da história -que virou fofoca mundial-, Acuña tem tudo para repetir na Alemanha as poses desesperadas e envergonhadas que praticou em 2002 (fotos acima).
A cidade de Dusseldorf divulga suas cervejas típicas com tulipas e canecas infláveis representando os produtos locais sobre um campo em forma de gramado de futebol. Esse time pode ser o adversário principal dos jogadores boêmios desta Copa (não os da seleção brasileira que, segundo a CBF, ficam no hotel jogando baralho e tomando suco em suas folgas).
Se o apelido de uma seleção fosse levado ao pé da letra, o Brasil estaria entre os times mais frágeis deste Mundial. Como os canarinhos poderiam enfrentar, por exemplo, aves tão mais letais como os Gaviões (Togo) e as Águias de Cartago (Tunísia). Outros animais ferozes simbolizam as equipes da Inglaterra (Os Leões), do Irã (Os Leões da Pérsia) e Coréia do Sul (Tigres). Os elefantes, outro bicho poderoso, representam os jogadores da Costa do Marfim (elefante e marfim, pegou a ligação?). Mas o Brasil não está sozinho entre as seleções com codinomes fofos. Os australianos são chamados de socceroos, junção de soccer (futebol) e kangaroos (cangurus). Já os angolanos são apelidados de "os palancas negras" (palanca é o antílope típico do país africano).
Japão e Alemanha empataram em 2 a 2 em amistoso preparatório para a Copa. E nem só no gramado houve igualdade. No quesito torcedor bizarro, os dois países também se equivaleram. É só conferir as fotos acima. Um a um, fora o show.
O meia suíço Gygax não está esperando a bola ao olhar para o alto. Tampouco agradece a Deus. O braço direito esticado é um indício: depois de fazer o gol de empate contra a Itália, em amistoso encerrado há pouco, o camisa 10 comemorou com movimentos de ginástica artística. Mas nada de mortal ou outro movimento acrobático. Não, foi um rodopio coreográfico mesmo, desses de balé, com os braços abertos e finalização teatral: braço esticado, olhar afetado para cima... Uma graça! Até o fiscal, o de amarelo-limão à esquerda, ficou estupefato.
Com o Brasil superfavorito para a Copa, a torcida dos secadores cada vez
aumenta mais, com direito a lançamento de produtos de ocasião para zicar os
pentacampeões. Na Alemanha, uma empresa criou uma linha de lenços de papel para
a hora da desclassificação -e o item dedicado ao Brasil aparece em primeiro
plano na propaganda. Já na Austrália, a secagem foi maior ainda, apelando até
para o vodu. Um bonequinho com a camiseta da seleção e um jogo de agulhas fazem
parte do kit. Será que isso teve algo a ver com a contusão do cortado
Edmílson? Leia
sobre os secadores da seleção brasileira e da Copa
Além de adiantar a morte de vários suínos (viraram salsicha antes do verão), a passagem da seleção brasileira por Weggis também trouxe problemas para a pobre vaca Fuchsia. Seu proprietário, Peter Hofmann, pintou uma bandeira do Brasil e colocou sobre sua produtora de leite antes da chegada brasileira. Desde esse dia, ela não teve mais leite. Realmente, a estadia da seleção pentacampeã causou alguns transtornos na cidadezinha nos Alpes.
Mandingas e surperstições não são novidades entre os técnicos. Usar sempre a mesma camisa (ou cueca), sentar num determinado ponto do banco ou beijar imagens de santos já estão incorporados no folclore do futebol. Mas às vezes os treinadores exageram na dose, ou apostam em coisas que, a princípio, não fazem o menor sentido.
Quer um exemplo? O técnico da Espanha, Luis Aragonés, mandou o atacante Raúl trocar de camisa na apresentação da seleção para os treinos para a Copa porque o craque usava uma cor que, segundo ele, traz má sorte...o amarelo. Bom, ou Aragonés é daltônico ou esqueceu que o Brasil ganhou cinco títulos mundiais justamente após ter adotado a "amarelinha" como uniforme principal. Ou o técnico está fazendo um grande esforço para desvincular a imagem de "amarelona" que a Espanha tem em Copas do Mundo.
Raymond Domenech também tem uma superstição inusitada. O técnico da França é contra a presença de jogadores nascidos sob o signo de Escorpião. "Eles estão sempre se matando", diz o treinador. (O 'eles', no caso, são os escorpiões, não os jogadores). Coincidência ou não, na lista de 23 jogadores da França que vão à Copa não existe nenhum escorpiano (o atacante Robert Pirès, nascido em 29 de outubro, foi deixado de fora da convocação).
Para quem não entende nada de astrologia, uma breve explicação. Escorpião é o oitavo signo do zodíaco, que engloba as pessoas nascidas entre 23 de outubro e 21 de novembro. Os escorpianos são considerados arrojados e extremamente fiéis, mas que podem se tornar cruéis e rancorosos se forem traídos. Pelé, Maradona e Garrincha são exemplos de escorpianos ilustres. Será que Domenech deixaria esses três fora do time?
Costa do Marfim não é Senegal, mas é bem perto. É o calor é enorme de um lado como no outro. Senegal foi a sensação da Copa de 2002. Desta vez, em 2006, a seleção africana badalada é a Costa do Marfim. E, para festejar e se refrescar, o comércio de Abidjã, principal cidade marfilense, já criou um leque com imagens dos craques locais, entre eles o atacante Drogba. Por enquanto, não está à venda na internet e, para adquirir, só atravessando o oceano Atlântico.
A Alemanha foi sede
de várias demonstrações de elefantes jogando bola, coisa mais comum na África e
Índia. Os pesadões disputaram partidas entre si, mas também aconteceu um
torneio inusitado em Hannover: cobranças de pênalti executadas pelos
paquidermes com humanos tendo de defender os chutões. Diferentemente de
Ronaldo, nenhum desses craques sofre críticas pelo excesso de peso. Leia
mais sobre outras Copas alternativas.
A Polônia tem uma tradição de goleiros milagreiros: papa João Paulo 2º (foi goleiro amador em sua cidade natal), Tomaszewski (o maluco da Copa de 1974) e, atualmente, Dudek (que ganhou o título europeu de 2005 para o Liverpool com vários milagres diante do Milan). Mas Kuszczak jogou essa tradição no lixo no amistoso contra a Colômbia, levando um gol tragicômico feito pelo... goleiro adversário!
Kuszczak, que tomou a vaga de Dudek entre os 23 convocados para a Copa, entrou no intervalo do amistoso. Aos 20min, o goleiro colombiano Martinez, em sua própria área, repôs a bola em jogo com um chutão. A bola voou, voou, voou, quicou no chão perto da grande área polonesa e subiu.
Adiantado, Kuszczak começou a correr para trás todo atabalhoado quando percebeu que era encoberto. Conseguiu chegar à linha do gol junto com a bola, mas afrouxou as mãos bem na hora de pegá-la. Gol. Só restou a Kuszczak se debruçar na rede e choramingar. E fazer a torcida polonesa temer pelo pior na Copa.
Rinus Michels, técnico do "carrossel holandês" na Copa de 74, lançou esse livro em 2000. Já o de Parreira é deste ano. Para quem não entende inglês, "teambuilding" significa ao pé da letra "construindo times" -ou "formando equipes", se vocês preferirem. Já "the road to success" é "caminho do sucesso". Vale lembrar que, há um ano, o jornalista Paulo Cobos, da "Folha de S.Paulo", revelou que uma apostila assinada pelo técnico, "Evolução Tática e Estratégias de Jogo", usada como material didático do primeiro curso da Escola Brasileira de Futebol, traduzia de forma literal parágrafos e até capítulos inteiros do livro "Soccer Tatics and Teamwork", do britânico Charles Hughes (leia essa matéria).
Nem só caipirinha, samba, bom futebol e mulheres bonitas seguem o trajeto da seleção na Europa... Embriagada, descalça, barrigão de fora, a distinta moçoila foi expulsa de um bar em Weggis, na Suíça, na madrugada de segunda-feira. Armando o barraco com os seguranças.
Fala-se que o jogador de futebol tem que defender a bola como se fosse seu prato de comida. Na Copa do Mundo dos peixes, essa máxima é mais do que verdade, afinal, a bola é feita de tenro patê de camarão. O aquário de Yokohama criou times que representavam Grupo F da Alemanha com Japão (peixes azuis), Brasil (amarelos), Croácia (vermelhos) e Austrália (esverdeados). O problema é que eles são nada objetivos. Na foto à esquerda, você vê o lance de maior perigo do time brasileiro, mas logo os japoneses tiraram a apetitosa bola de perto do gol e embolaram o meio-campo. A bola foi trocada várias vezes, por ter sido devorada, e até o fechamento deste texto não havia saído nenhum gol.
Um brilha em Hollywood, o outro, em Barcelona. Mas ambos não dispensam um gel no cabelo na hora de ir a público, o que aumenta ainda mais a semelhança entre ambos. Após se aposentar dos gramados, bem que o meia espanhol Xavi poderia fazer um bico como dublê do ator norte-americano Robert Downey Jr.
O narrador Galvão Bueno já se acostumou a ser alvo de gozações, e a coisa fica ainda pior em época de Copa. Chegou a tal ponto que até criaram um boneco joão-bobo (desses infláveis que sempre ficam em pé) com a imagem dele. Batizado de "bobueno", a quinquilharia é apresentada como um aparelho para diminuir o stress durante os jogos da seleção (frases como "para sua diversão, bata com empolgação" e "alivie suas tensões na Copa" estão estampadas no produto). O criador jura que aceita encomendas pelo e-mail bobueno@yahoo.com.br, mas, ao contrário do boneco, não dá a cara para bater e não divulga seu nome (talvez com temor a um processo).
A delegação da Arábia Saudita tem a companhia de dezenas de cachorros no hotel em que está hospedada, na cidade de Bad Nauheim, na Alemanha. É que o local está abrigando uma competição de lulus. Assim, os jogadores, que não costumam ver muitos cachorros nas ruas sauditas, estão se habituando a topa com os bichinhos nas áreas sociais do hotel.
Se os craques brasileiros se livraram do australiano Muscat (leia o post "Os carniceiros - parte 1"), talvez tenham de enfrentar o italiano Materazzi que, a julgar pelas imagens abaixo, bem poderia participar de filmes com o belga Van Damme... Vejam cinco lances dele:
Os polêmicos métodos de treinamento implementados pelo técnico Klinsmann na seleção alemã podem levar os anfitriões ao tetra em Copas, mas não vão impedir os torcedores advesários de se divertirem antes do Mundial com a versão germânica da "boquinha na garrafa".
O holandês Guus Hiddink, hoje técnico da Austrália, pode ter livrado os jogadores brasileiros de uma contusão ao deixar de fora de sua relação o volante Kevin Muscat, primeiro jogador a receber suspensão, de três meses, no remodelado Campeonato Australiano.
Nos tempos de Wolverhampton inglês, entre 1997 a 2002, abusou tanto da força física e de jogadas desleais que foi eleito por seu colega do Birmingham, o atacante Martin Grainger, o "jogador mais odiado do futebol".
Em 1998, quebrou a perna de Matt Holmes, do Charlton. Holmes precisou fazer quatro cirurgias na tíbia para se recuperar e correu até o risco de ter parte da perna amputada. Desta vez porém, a carnificina lhe rendeu mais do que o cartão vermelho. Em 2004, Muscat foi condenado a pagar uma indenização de 750 mil libras (aproximadamente, R$ 2,8 milhões).
Nem vestindo a camisa da Austrália ele costuma economizar nos pontapés. Em um amistoso contra a França, em 2001, tirou de campo Bellamy e Dugarry com pancadas por trás. O que foi classificado pelo técnico francês, Roger Lemerre, "um ato de brutalidade", deixou Dugarry com uma séria lesão no ligamento do joelho.